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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

 olá meus amigos, 

este último ano foi talvez um dos piores de sempre para mim, esta pandemia que não passa, leva-nos a situações desesperantes! e ainda temos pessoas que não respeitam as normas de pelo menos um convivio saudável, respeito todas as ideias e opiniões e é esse respeito que devemos ter por todos nós! mais, tenho uma admiração extraordinária pelos bombeiros, médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, técnicos  e todos, muitos,  que fazem serviço público seja ele qual for. Bem Haja a todos eles 

mas não foi só a complexidade da pandemia que chegou e ficou, a minha princesinha partiu no dia 10 de Maio, um enfarte do miocárdio, entrou dia 6 no hospital, que loucura! seguiu na ambulância com um " astronauta" entrou numa tenda e foi feito de imediato o texte covid 19, deu negativo, estava a fazer um enfarte, dia 7 tentam desobstruir mas o processo foi doloroso e a princesinha já estava muito fraca, a hemodialise e o isolamento forçado a que era sujeita, quebraram as resistências e a vontade, dia 8 esteve sossegada, dia 9 foi fazer hemodialise e fez novo enfarte, dia 10 às 9,45 acendeu-se mais uma estrelinha no céu.

o horror da solidão fez de mim sua aliada, tentei viver o dia a dia sem pensar muito, viramos a casa do avesso, quase toda, porque estou velha para trabalhar e por uma acto generoso perdi um ano de ss assim  foi que  entre o final de maio até meio de agosto ,tudo foi mexido e preparado par alugar quartos, a estudantes!!! nem esses tiveram um ano como deve ser.

 depois fiz uma pausa com os meus, a minha irmã que em nada é parecida comigo, ainda bem, ela é uma vencedora, o meu cunhado e os meus sobrinhos que adoro! 

Setembro de 2020 aparece-me uma senhora para ver um quarto, vem sofrida, estava viuva faz um ano e não tinha casa etc...

foi como uma vida nova, não tinha de comer sozinha, não tinha de rever recordar em cada objecto ou em cada som a minha mãe, pensava eu

foi divertido e fez-nos bem até que a bebida mandava mais que o resto, falar alto, dizer mal dos vizinhos, prédio, gritar comigo e depois pedir desculpas etc etc

e muito podia eu contar mas a toda uma estória dela pena quando a irmã avisou que ela tinha alturas em que ficava maluca, eu  fiquei na duvida mas (sempre o mas)

tenho de deixar de ser parva e estupida

falei um pouco porque é a primeira vez que vejo directamente alguém a beber mesmo! 

será que vale a pena chegar a um ponto em que tudo gira no redondo de uma garrafa?

gostava de ter opiniões, vamos ver


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