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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Lisboa descansa nas margens do Tejo

somos peças de um xadrez que passa como um fim de dia

por vezes a cidade também sente a solidão

e os seus visitantes deixam-se ficar


por vezes o rio tem aquela atracção e beleza que ninguém resiste

e alguns são residentes

uma curva que aparece numa maré vazia

e a ver tudo do alto



lavou o pé?

a luz e a beleza são amantes nesta nossa Lisboa

e por aqui se fizeram grandes negócios, cargas e descargas, viveu este chão o frenesim dos descobrimentos, da passagem de belas naus e caravelas, negócios passaram de mão em mão, choros de mães e de crianças foram o alento, prostitutas fizeram a alegria de marinheiros sedentos de amor, fomes foram movimentos de uma terra que cresceu e sobreviveu  

hoje, esta paisagem tem mais cor, movimento

passam por aqui os que caminham para a outra margem, os que vão ver e admirar o Tejo e passam por aqui aqueles que vão pernoitar num hotel magnifico e exclusivo, que vão deliciar o palato no petisco de um mestre

a caminho da outra margem






e Lisboa é a minha cidade, hoje vista do alto do arco da rua Augusta
mais logo talvez nutro lugar
e vou acompanhar com algumas imagens de Lisboa tiradas do cimo do Arco da Rua Augusta

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