Um passeio pela Costa Vicentina
Num país como o nosso, as costas são largas e belas
Somos banhados pelo atlântico e juntamo-nos ao mediterrânio,
assim faz jus a ponta de Sagres
Onde as ondas impetuosas do atlântico abraçam a costa nas
falésias escarpadas de beleza sem igual!
Começa em São Torpes e estende-se até Burgau, dobrando-se no
cabo de São Vicente e na ponta de Sagres.
Tem por amores e paixões a ilha que se avista de Porto Covo
e que dá pelo nome de Ilha do Pessegueiro, com uma praia famosa, ela também se
reveste de história, deixa-se ver nas ruinas romanas nos restos de uma muralha
que por certo protegia um porto, hoje, a travessia é fácil, pequenos barcos
partem de Porto Covo para lá.
Costa de cariz selvagem, verdura rasteira mas luxuriante,
segue para a costa onde as escarpas e as rochas lhe dão uma beleza crua e nua,
o mar, tem cores vivas de azul turquesa a verde esmeralda.
A densidade populacional reparte-se em pequenas aldeias,
todas elas com histórias ligadas ao mar, desportos náuticos e ultimamente
também a festivais como o do Sudoeste na Zambujeira do Mar.
Esta Costa tem uma vivência sazonal, o Verão transforma as
pacatas aldeias e vilas num turbilhão de gente, esgotam-se os parques de
campismo, esgotam-se hotéis, pensões e outros alojamentos alternativos mas fora
essa época, sabe bem partir à descoberta com os vagares do tempo.
São mágicas as horas que por lá se passam, cada minuto tem a
vida de uma eternidade, em tais passagens, até o ruido é lento!
Em finais de Setembro, deita-se o sol cedo pedindo um
aconchego e despede-se de nós um dia com um por do sol solitário
Amanhece um novo dia, preguiçoso que se estende morno e
sossegado, embarcamos numa demanda sem a pressa da razão, aqui tudo se passa
como tem de passar!
Vila Nova de Cerveira, ainda respira o ar da confusão,
deixaram nas praias os ais de muitos amantes, os cheiros de chefes cozinheiros
e o choro de crianças traquinas que sabiam estar prestes o fim da liberdade,
correr, saltar, sujar, dar mergulhos na praia, chorar de birra pelo gelado,
sentir o sono gostoso e o carinho de uma mão, tudo isso deixou-se arrastar nas
memórias dos pequenos resistentes que por lá ficaram.
Partimos na aventura, nada foi programado, não sabíamos o
caminho, sabíamos que tínhamos de ir ver, sentir, admirar e relaxar, foi assim
que fomos
Algumas fotos do nosso passeio pela Costa Vicentina
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