sedentas de vida
acarinham a alma
num coração destroçado
a vontade morre em minhas mãos
elaboro sonhos
de filmes mudos
ocos desejos
num coração amargurado
a vontade morre em minhas mãos
vejo quem amo a caminhar
num passo de vivido
tremo de medo
solidão sem vida
é vida sem perdão
a vontade morre em minhas mãos
traço o universo
rabisco o firmamento
projecto o infinito
nada concretizo
a vontade morre em minhas mãos
nelas
nem a esperança acalento
tudo morre nas inúteis mãos
que embalam a solidão
Antonieta Osório
também de dia 2 de Maio de 2015
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