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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

faz tempo que não apareço, confesso que ando hum
fiquei dois meses sem carro!
gosto dos transportes públicos, o linguarejar é diferente, cada pessoa embrulha-se em si e tenta ser invisível por uns momentos, dobram-se para o telemóvel e desligam do corre corre cego que os rodeia.
A solidão torna-se enorme no dia a dia de todos nós, antigamente as pessoas conversavam, opinavam ditos sobre tudo e sobre nada, a conversa era sempre ligeira, hoje, são os idosos de anseiam por dois dedos de conversa, não percebem a solidão que se constrói através de um dito entretimento! também eu começo a sentir-me  velha, gosto de olhar as pessoas, gosto de ver os seus olhos, o seu sorriso, os gestos, os movimentos gosto de as sentir vivas! por isso falo com elas, desejam dizer que o neto fez isto, que a neta vai lançada para a vida, que são bons meninos mas também eles se isolam
" A menina sabe, agora com essas coisas de telemóveis, parece que não sabem falar nem ver outra coisa, passam o dia a escrever, olhe lá a menina que chegam a estar lado a lado e mandam um SMS ou lá o que é isso! no meu tempo tudo se sabia e não tínhamos cá nada dessas modernices.
Já quebrei o meio século, com muito orgulho :) e uma das coisas que recordo com carinho é o facto de ter tido uma infância a brincar, correr, saltar, jogar escondidas, jogar futebol, jogar com bilhas, fazer corrida de caricas nos passeios, de perceber que o dia chegava ao fim quando a minha me chamava para o banho e jantar, cresci a ouvir os mais velhos a contarem partes da vida, cresci a ver os mais velhos a viverem, trabalharem, sentirem, chorarem darem graça e a conviver, eram pessoas saudáveis nas amizades que tinham, eu já apanhei gerações diferentes, piores? não sei mas mais sós, sem dúvida!
Mas o ficar sem carro também me levou a ver outras paisagens noutros pequenos passeios
e aqui ficam estes 3 magníficos exemplos de arte urbana na cidade da Amadora
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