Tomar,
A cidade dos Templários, hoje repousa
tranquila nas margens do Nabão e na margem direita do Zêzere.
No espreguiçar morno de uma vida, oculta
um passado longínquo de diferentes ocupações, onde a honra e a fé foram durante
anos protegidas e defendidas pelos magníficos cavaleiros da Ordem de Cristo.
Terra de solo fértil e de águas fáceis,
criou a encruzilhada de culturas e gentios que a habitaram desde tempos
pré-históricos.
O nome Tomar deriva do nome árabe “
Tamaramá” cujo significado é doces águas.
Por toda a região se encontram vestígios
de grandes civilizações e ocupações desde a pré-história.
Thomar, nasce como povoado a partir de
1160 com o início da construção do castelo pela Ordem dos Templários, construção
essa que começou no Séc XII e foi até ao Séc XVIII tendo por isso um conjunto
de edifícios de construções distintas.
A que se tornou mais conhecida foi a
famosa janela do capítulo ou janela manuelina parte da igreja mandada construir
por D. Manuel I.
Estilo notável e único no mundo,
conhecido também por gótico Português tardio ou flamejante, é um estilo
escultórico activo, muitas das suas partes transmitem movimento de uma forma
naturalista.
No entanto, para mim, a maravilha das
maravilhas está no seu interior, a CHAROLA do Convento de Cristo, nome porque
ficou mais tarde conhecido este magnífico convento/ castelo.
Servia de oratório aos cavaleiros da
ordem de Cristo, mais tarde passou a capela-mor do convento, hoje, depois de um
longo restauro, é palco de algumas actividades culturais ou motivo para uma
visita ao Castelo/ Convento.
Mas deixando a parte mais histórica da
cidade, partimos num passeio pelas ruas antigas onde o casario nos conta um
passado repleto de fábricas de bala, chapéus, papel e de tecelagens.
Nas suas festas, o destaque é sempre
para a festa dos Tabuleiros ou festividades do Divino Espirito Santo, é, como
muitas das nossas festividades, derivada de uma festa pagã dedicada Ceres,
deusa das colheitas.
O ponto alto das festividades, é a
procissão com o desfile dos tabuleiros, que são transportados à cabeça pelas
mulheres, reza a tradição que devem ser solteiras, isto porque, o seu par é que
deve ajudar a colocar o tabuleiro na cabeça. O tabuleiro é pesado, transporta
as oferendas que são de 30 pães espetados em canas que terminam com uma coroa
dedicada ao Espírito Santo ou com uma cruz da ordem de Cristo.
A
falar de Tomar tenho de referir os Judeus, povo sempre bem recebido, uma
minoria era cobrador da ordem de Cristo, outros eram médicos mas a maior parte
tinha um pequeno comércio de artesão.
A Sinagoga, hoje a ser reconstruida, é
mais um dos monumentos que em si transporta um passado de dor e luta.
Foi também aqui que na década de 50 do
Séc XX foi inaugurada a maior barragem hidro-eléctrica do país, a Barragem de
Castelo de Bode.
São alguns dos meus apontamentos, adoro
ir a Tomar, vou visitar amigos e descansar nas ruas tranquilas de paz e
harmonia.
Qualquer dia volto a passear por Tomar,
agora fico por aqui
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