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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ora bem, aqui estou eu .
Lisboa menina e moça como diz o fado, Lisboa luzidia, transparente e brilhante como a sua luz.
Veste-se em bairros populares de santos sem igual : Alfama, Mouraria, Bairro Alto, Ajuda, Alcântara, Dos Prazeres até Lapa e tantos mais, todos ricos em história que fizeram e fazem as delícias dos lisboetas.
Adoro passarinhar por aí e tirar fotografias, hoje venho mostrar algumas de Lisboa... sou de ver um pouco de todos eles, vadia de coração amo os linguajares dos lisboetas alfacinhas.
Gritam de coração nos antigos mercados, poucos e esquecidos... mania de transformar em gourmet aquilo que tem alma. Mas quem sou eu para dizer o que fazerem?!
Vou a Santa Luzia e descanso os olhos no Tejo, desço para seus braços e deixo-o beijar-me os pés nas margens outrora esquecidas e que hoje se renovam em esplendor e beleza.
Do alto do Arco da Rua Augusta avisto a Lisboa Pombalina,  a Hstória fala-nos do Marquês de Pombal, D. Sebastião José de Carvalho e Melo, um homem de sentido prático e visionário para a época,mentor da reconstrução da cidade após o terramoto de 1775 e a prova é que a baixa pombalina ainda hoje é prática para circulação e bela ao olhar.
Olho o castelo, recordo logo o filme Costa do Castelo, com os nossos queridos Maria Matos, António Silva, Milú, Fernando Ribeiro, Hermínia Silva e tantos outros mas voltamos ao Castelo que elegante e formoso, continua a observar o rio e a deixar no ar o som das grandes  lutas .
Passo sempre pela igreja de S. Domingos no largo com o mesmo nome, a sensação que sinto é enorme, as paredes mantêm recordações do último incêndio ( 1959 ) mas recordo o massacre ocorrido em 1506 dos chamados cristão novos. Tudo começou pela interpretação do reflexo da luz num altar,” milagre o rosto de Cristo está reflectido no altar”, grito de um povo atormentado pela peste e pela seca que ao ser confrontado por um cristão novo com a realidade de que era meramente um reflexo, reagiu matando-o e levando à perseguição de muitos deles que na altura viviam pela encosta de Santa Luzia e pelos becos de alguns dos bairros típicos de hoje.
Subo à Graça e embalo para São Vicente o padroeiro de Lisboa que vive na sombra de Santo António o casamenteiro,que por esse motivo arrebatou corações que se manifestam em festejos prazenteiros.
Vou a Belém pois claro, como um pastel, descanso os olhos nos Jerónimos e espanto-me com o Centro Cultural...admito que ainda hoje não me conquistou!
Sinto as marés na Torre de Belém, alongo o olhar nos Descobrimentos onde grito terra, terra à vista!
Hoje tenho de voltar e ir ver o que passa no novo museu dos Coches,  que como o Centro Cultural ainda  não me conquistou !
Já o antigo museu da electricidade, hoje MAAT grita por mim, espero só o tempo de poder libertar um pouco as minhas amarras e partir para o descobrir, desvendar os mistérios da sua arquitectura será de um prazer imenso.






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